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28th May, Monday — Reblog
Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria. Não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Que que cê acha amor?”. É não ter companhia garantida para viajar. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho. É não ter alguém para ouvir seus dengos. Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
— Tati Bernardi (via palavras-empoeiradas)
(Source: que-ce-soit)
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28th May, Monday — Reblog
Devo não me doer tanto. Sim, porque se procuro indícios teus, sou eu quem me machuca. Tu vives, perambulas, falas, cantas, choras, conjugas verbos da vida como era de se esperar. Não posso te pedir para simplesmente parar de viver pois a tua vivacidade me afeta. Não posso te pedir que pares, muito pelo contrário: deves sempre seguir, o mundo te precisa. Não fazes nada, e é exatamente o teu “nada” que causa reboliços e pisões em mim. É o teu “nada” que não cansa de ser o meu “tudo”. Esquece, guria. Vou parar com isso, com a ladainha de querer e querer desenfreadamente alguém - tu. Prometo: vou parar de me doer. Amanhã, quando esquecer da tua foto na minha cabeceira e deixar virar lixo, eu começo. Voltarei ao incomum e impessoal “você”, pois “tu” é sempre tu.
— Camila Costa. (via camilacosta)
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27th May, Sunday — Reblog
Sou a melhor, da melhor do mundo em me apaixonar por idiotas
— Tati Bernardi (via palavras-empoeiradas)
(Source: efemeropreterito)





